Cores tranquilas

Os blogues podem incluir conteúdos sensíveis ou desencadeadores. Aconselha-se a discrição do leitor.

Acho que nunca tinha feito uma pausa tão grande na comunicação com a minha irmã.

E só quero dizer, antes de mais, que adoro a minha irmã. Ela é muito estranha para o meu cérebro e há coisas de traumas e blá blá blá normais do tipo "cresci com pais da treta". Nada de novo aos olhos de ninguém.

Mas hooooooooly crap.

Sinto que as minhas cores estão a regressar ao meu cérebro. 

E, mais uma vez, a minha irmã estava sempre a dizer-me para fazer isto. "Se te estou a magoar, então pára de falar comigo, meu Deus." Porque ela gosta muito de mim.

É simplesmente... agradável. E sinto-me muito otimista quanto à possibilidade de, um dia, voltarmos a comunicar com ela.

Também temos deixado os alters lidarem com situações mais variadas. 

Porque durante algum tempo - durante muitos anos, de facto - pusemos os alters mais orientados para as tarefas à frente para lidar com as relações humanas. Tentando evitar que os artistas e sonhadores se dividissem. Porque o nosso ambiente não era bom para eles. E às vezes... há demasiadas pessoas a deitar-nos abaixo nas nossas imediações para podermos lutar mais. Por isso, era o piloto automático.

Toda a gente aqui odeia o piloto automático. Até os alters que se voluntariam para ele. Não ser nada é cansativo.

Mas hoje sinto-me... não deprimida. E não no sentido de "injetar-se com estática como agente entorpecente". Apenas uma forma de "eu".

É estranho.

É bonito.

-V

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